segunda-feira, 23 de abril de 2012

Semana de Moda de Curitiba


Acabou ontem a terceira edição da semana de Moda de Curitiba ou Curitiba Lab Moda. Desde a primeira vez em que participei, no ano passado, muita coisa mudou – e para melhor! Naquela vez, o camarim era um espaço improvisado, delimitado pelas araras cheias de roupas, onde ao mesmo tempo modelos trocavam roupa, faziam cabelo e maquiagem numa meia-luz improvisada – sim, maquiaram-se praticamente no escuro! O acesso pra a passarela era através de uma escada de metal em caracol. O medo de alguém tropeçar e cair escadaria abaixo era imenso. Neste final de semana, não apenas o local mudou, ocupando o hall externo do MON, super cool, mas também a estrutura se profissionalizou e cresceu.



A ideia fundamental do evento – auxiliar os novos estilistas curitibanos a ter uma noção administrativa com um local para venda e também uma vitrine para mostrar suas criações (no caso o desfile), é de fato louvável. Presta não apenas um serviço para esses profissionais, mas também vem ocupar um espaço carente em Curitiba depois da morte do Crystal Fashion – o de eventos ligados a moda.

Embora ainda simples e modesta, uma feira com várias marcas jovens e criativas, em sua maioria ainda à venda somente pela internet, davam as boas-vindas aos visitantes. Um palco central tocavam bandas da cidade, e muitos desfiles aconteciam ali mesmo, no pátio do lado de fora, movimentando este espaço. 

 

Da parte mais profissional, a diferença fundamental foi a entrada do Boticário como patrocinador. Um peso desses dá mais visibilidade e credibilidade, sem dúvida. Sem falar da equipe de profissionais do Stylo Hair, fantástica. 

Enfim, do meu singelo ponto de vista o Curitiba Lab Moda só tem a crescer ainda mais, aparando as arestas a cada nova edição, dando um novo fôlego ao mundo fashion na cidade.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Satisfação B

Quando você pensa em trabalho, vem à mente uma faculdade, empresa, escritório, lojas ou qualquer outra coisa do gênero? Sim, né, e na minha mente também. Acontece que estava pensando sobre profissões alternativas, exatamente aquelas que nem se passa na nossa cabeça quando pensamos em trabalho. Nesta lista está incluído todo e qualquer tipo de arte: dança, música, desenho, teatro, fotografia. Também tem a profissão de modelo e manequim e tudo ligado à moda, como estilista e consultora de moda. E por fim os esportes.


É possível que essas profissões sejam tão difíceis de ganhar a vida porque estamos falando do topo da pirâmide de Maslow num país de terceiro mundo. Pode ser também porque ninguém vê como profissão aquilo que serve para entreter os outros. De qualquer forma, como poder levar essas profissões e ainda sobreviver?

O que a maioria absoluta faz, para não abrir mão do seu sonho e satisfação profissional, é levar como uma profissão alternativa, como o seu lado B. É aquilo que a gente faz depois do trabalho “formal”, de bater o cartão e fechar a porta da firma (adoro essa palavra!) para ir para casa.

No meu caso, adoro dançar, mas por várias razões jamais serei uma dançarina profissional. O que fazer, então? Satisfaço-me com meu lado B, claro!

E tenho muitos, muitos mesmo, amigos que seguiram o mesmo rumo. Na falta de perspectiva de levar esse tipo de atividade como o principal ganha-pão, faça dela seu divertimento e fonte dos trocados esporádicos.

Sobre isso, ouço sempre “ah, mas eu queria era viver disso”. Muito difícil, meus caros. E na real, será que a partir do momento em que o lazer se tornar profissão, vai ter o mesmo sabor, o mesmo tesão, a mesma paixão? Acho que não. Quem passou por isso, sabe que profissões são todas iguais, cumprindo obrigações da mesma forma que aquele relatório do escritório. Ter uma profissão B desse gênero significa ter uma válvula de escape, uma segunda personalidade, uma vida paralela. E vamos ser sinceros, podemos muito bem nos satisfazer com apresentações aqui ou ali, com um público bem restrito, fazendo um pequeno sucessinho. Melhor do que nada. Melhor do que viver na saudade ou na frustração de sequer ter levado o sonho adiante. Sejamos médicos, dentistas, secretárias e professoras. Mas sejamos também dançarinas, cantoras, modelos e pianistas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Minha casa é meu reino




Toda mulher concorda que fazer faxina é chaaaato. Limpa, varre, tira pó, lava, passa pano, enxuga, guarda, arruma, esfrega...dor nas costas, mão calejada, pés ressecados...

Porém, num desses dias de Amélia power aqui em casa, me deparei com uma parte boa. Percebi que, quando começamos a decorar a casa, tudo é novidade. Não paramos de ficar admirando aquele quadro, a prateleira com nossos objetos decorativos que trouxemos da viagem x e y, os livros na estante...mas, passando o tempo, aquilo vira rotina e passamos praticamente despercebidos por tudo o que antes nos conquistava a todo momento.

Pois bem, quando nesse dia fui fazer a tal faxina, no momento de tirar o pó e passar pano nos móveis, retornei a ter aquele contato íntimo com meus objetos queridos que há muito não tinha. Olhei bem de pertinho minhas bonequinhas, minhas flores, cada potinho da prateleira. Olhei fundo nos olhos do palhaço e do dragãozinho. Observei as fotos do mural, me lembrando exatamente do dia em que elas foram tiradas. Li trechos de livros de culinária, pensando em extrair uma receita para o final de semana. Achei esmaltes (mais deles) perdidos pela casa de cores lindas que nem me lembrada mais. Dei corda na espanholinha para tocar aquela música que adorava ouvir e aproveitei para tirar o pó que se acumulava sobre seu cabelo castanho. Fiquei vendo os imãs de geladeira e os lugares de onde eles vieram, e qual deles eu fui ou tenho vontade de conhecer. Coloquei flores, dobrei as roupinhas da Tequila.

E percebi que fazer faxina é como abrir uma caixa, cujo conteúdo nossos próprios olhos acabam escondendo. E terminei a limpeza amando mais ainda meu ninho.





terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Depois do carnaval...

Dizem que é só depois do carnaval que o Brasil começa a andar direito. Bem, se é assim, deixei para fazer a lista de desejos de 2012 só agora, pois antes seria meio que "café com leite" e corria perigo de ficar encantado e não acontecer. Antes de mais nada, fui dar uma espiadinha em outrasl istas de presentes e desejos já feitos em 2011, e eis que, dentre eles, consegui até que uma quantidade razoável de coisas. Para este ano, a lista é mais curta, na real. Vamos lá:

Aventurar-me


Tudo começou com a promessa de 99% das mulheres, ou seja, fazer regime e entrar na academia. Pois bem, entrei! E lá descobri uma revista fantástica, chamada Go Outsite, que fala só sobre esportes de aventura e aventureiros em geral. Cenários deslumbrantes e vários relatos de que não é preciso ser um profissional para viver momentos de puro êxtase e adrenalina na natureza me motivam diariamente folheando suas páginas. Na verdade, acho que o fato de sempre ter sido gordinha bloqueou essa vontade latente desde sempre em mim. Pois bem, projeto garota atleta - amadora que seja - aí vou eu!

Levar o flamenco a sério


Se minha profe de flamenco ler o título, ela infelizmente não vai levar um susto, porque de fato nos últimos pelo menos 4 anos empurrei a dança com a barriga. Vários motivos me levaram a isso, mas os dois principais foram uma rotina de trabalho extremamente puxada junto com a vontade de curtir mais o lado pessoal, como namorados e amigos. Pois bem, agora que estou trabalhando menos e me divertindo o suficiente, estou disposta a voltar com pique e energia total para dar novamente o melhor de mim.

Aprofundar-me no assunto água


Sendo uma branquela das bochechas rosadas, sempre, toda a minha vida, tive um pânico generalizado de tomar sol. Nas tardes de verão, ficava em casa até umas 5 da tarde ou andava pelas ruas me escorando pelas paredes, tentando me esquivar ao máximo possível do sol. Por um lado, protegeu muito minha pele dos danos, mas por outro virei uma completa analfabeta de todos os assuntos relacionados ao verão, como praia, mar e piscina. Some-se a isso a incrível vergonha que sempre senti de ficar só de roupa de banho em público. Esse ano resolvi quebrar essa barreira. Praia, caiaque, mergulho, biquini, tudo liberado! Mas com protetor solar 50, naturalmente.

Aprender a cozinhar


Lembro-me certa vez na casa de um colega, resolvemos fazer cachorro quente. Sua mãe, então, pediu para eu fazer o molho. A sensação de pânico que me tomou naquele momento me lembro até hoje. "Molho???", pensava eu apavorada, sem saber nem como começar. Nunca havia cortado uma cebola antes, nem sabia quais ingredientes era necessário para um simples cachorro-quente, além da salsicha, maionese e cat-chup. Agora, tentando ser uma dona de casa razoavelmente boa, minha lição é aprender a cozinhar. Já sinto um certo orgulhinho besta em saber fazer um almoço simples, com arroz, carne, legumes, purê, MOLHO, essas coisas. E nesse ano ainda vou tentar fazer um curso de culinária para melhorar e poder servir jantares cada vez melhores para meus amigos corajosos.

Melhorar o humor


Capricorniana é phoda. O signo mais rabugento do zodíaco deixou sua marca registrada na minha personalidade, bem azedinha quando não consegue o que quer. Pois bem, vamos animar, agitar, rir e se divertir, não levar as coisas tao a sério e tacar o foda-se se as coisas não saem exatamente e milimetricamente do jeito que quero. "Relax, be cool" vai ser o mantra daqui em diante. Se vou conseguir? Sinceramente, acho que não ahahah

Ser mais arrumadinha


Há amigas à minha volta que considero grandes exemplos de bom gosto e elegância. Ou seja, referências não me faltam para que eu possa me espelhar e ver que posso sim ser mais bem arrumada sem ficar dando desculpas de dor no pé, irritação nos olhos ou preguiça pura e simples. O marido me cobra, com razão, para ter uma mulher mais "mulherzinha". Tem, inclusive, lojas como a Zazzu no Palladium e a Gaya no Mueller cujas roupas tem quase 100% de acerto de bom gosto. E até mesmo em lojas como a Hering, com preços super acessíveis, tem várias peças básicas e muito fofas, vale a pena investir!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

O último dia de 2010 começou cumprindo uma promessa daquele ano - realizar um desejo muito antigo, e que não poderia de jeito nenhum adiá-lo para o próximo ano - andar de bicicleta. Simples assim, mas que transformou de vez o ano seguinte, 2011. Parece ser uma coisa boba, sem graça, mas quando a gente quer muito uma coisa e consegue, a gente ganha no pacote satisfação, liberdade e um desejo delicioso de realização. E assim foi quando, pouco a pouco, várias barreiras foram quebradas em relação à vida pessoal e profissional, a mundanças inesperadas e ao fato de entender o que é mergulhar de vez nas situações que até então eram inesperadas. Casei, saí do antigo trabalho, abri uma empresa, fui para o exterior, aprendi que viajar para longe ou para perto, mudar situações para melhor, depende muito mais de vontade do que de qualquer outra coisa. Pela primeira vez dei um tempo no flamenco, e quando achei que o gás tinha acabado em dezembro, eis que a vontade de dançar me tomou de novo, com o desejo de conseguir o que até hoje ainda não consegui - dançar direito - e que já se transformou numa promessa e meta até 2013. Afinal, fazendo parte de um grupo consegui ir mais além do que jamais conseguiria ir sozinha, e assim nos apresentamos em situações divertidas e que sempre aproximam as amizades, como Camboriu, Capinzal e o prêmio sensacional do festival de Joinville.

Parentes se foram, fazendo-me relembrar muito da infância e de um passado que, apesar de não mais voltar, a gente pode tentar resgatar o que de melhor havia nele. Uma relação familiar complicada há um tempo, porém necessária para respeitar e fazer-se respeitar, está aos poucos melhorando e voltando ao que era.

Jack Daniels e eu nos acertamos, e hoje ele é o meu cão querido e tão amado quanto a Tequila, que vem acrescentar diversão e vida à minha nova casa com o Artur e o Ítalo, família que escolhi como minha.

Aprendi, enfim, que minha religião é a liberdade, a felicidade e o amor.



Feliz 2012, e meu desejo é apenas força de vontade para escrever nas linhas de cada dia a melhor história do mundo!