segunda-feira, 26 de março de 2012

Minha casa é meu reino




Toda mulher concorda que fazer faxina é chaaaato. Limpa, varre, tira pó, lava, passa pano, enxuga, guarda, arruma, esfrega...dor nas costas, mão calejada, pés ressecados...

Porém, num desses dias de Amélia power aqui em casa, me deparei com uma parte boa. Percebi que, quando começamos a decorar a casa, tudo é novidade. Não paramos de ficar admirando aquele quadro, a prateleira com nossos objetos decorativos que trouxemos da viagem x e y, os livros na estante...mas, passando o tempo, aquilo vira rotina e passamos praticamente despercebidos por tudo o que antes nos conquistava a todo momento.

Pois bem, quando nesse dia fui fazer a tal faxina, no momento de tirar o pó e passar pano nos móveis, retornei a ter aquele contato íntimo com meus objetos queridos que há muito não tinha. Olhei bem de pertinho minhas bonequinhas, minhas flores, cada potinho da prateleira. Olhei fundo nos olhos do palhaço e do dragãozinho. Observei as fotos do mural, me lembrando exatamente do dia em que elas foram tiradas. Li trechos de livros de culinária, pensando em extrair uma receita para o final de semana. Achei esmaltes (mais deles) perdidos pela casa de cores lindas que nem me lembrada mais. Dei corda na espanholinha para tocar aquela música que adorava ouvir e aproveitei para tirar o pó que se acumulava sobre seu cabelo castanho. Fiquei vendo os imãs de geladeira e os lugares de onde eles vieram, e qual deles eu fui ou tenho vontade de conhecer. Coloquei flores, dobrei as roupinhas da Tequila.

E percebi que fazer faxina é como abrir uma caixa, cujo conteúdo nossos próprios olhos acabam escondendo. E terminei a limpeza amando mais ainda meu ninho.





2 comentários:

  1. Que post fofo!
    Depois de dispensar a diarista, e recomeçar a amar o ato de limpar a minha casa, com o carinho que só quem é dono tem, eu posso, hoje, concordar com vc =)

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